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O ícone da caridade: com luz nos olhos • Um vídeo do Pe. Tomaz Mavrič, CM

Este é o terceiro vídeo da nova “série de 400 anos”, com a participação do padre Tomaž Mavrič CM e inspirada pelo padre Luigi Mezzadri.

O ícone da caridade: com luz nos olhos. O terceiro vídeo da série atual de reflexões apresenta o tríptico com o ícone de São Vicente de Paulo, escrito pela icónografa polonesa Mariola Bicho-Zajączkowska e inspirado pelo Pe. Luigi Mezzadri CM por ocasião do 400º aniversário do carisma vicenciano. Ambos nos dizem brevemente por que o ícone foi feito e qual é o significado da imagem.

Elaborar o ícone de São Vicente pareceu-me, inicialmente, uma tarefa impossível.  Eu realmente queria incluir em três traços a missão, o carisma e a santidade de São Vicente,  quem é Amor escrito com maiúscula, um amor tal que só pode ser dom de Deus… Senti-me motivada a buscar esse amor que brota de seu rosto, de seus olhos, de tal maneira que todos que se ponham a rezar | diante deste ícone, possam descobrir nele São Vicente e sintam-se cheios do mesmo amor. – Mariola Bicho-Zajączkowska

Esperávamos, no entanto, um homem glorioso, de frente ao Senhor, um homem impregnado de amor, que transmitisse uma alegria profunda, a força de uma existência que nos dissesse que valeria a pena, que valeria a pena se sacrificar, que valeria a pena pregar o sermão de Folleville, que valeria a pena fazer o caminho de Châtillon… Trata-se de um retrato que deve andar por todo o mundo, transmitindo uma grande energia, que dará o sentido de um carisma que ainda não nasceu de todo… – Luigi Mezzadri CM.

Transcrição do vídeo:

Luigi Mezzadri CM

Quando Vicente já havia chegado à idade madura, os responsáveis da Congregação da Missão se deram conta da necessidade de um retrato seu.  Encomendaram ao pintor Simon Francois que o fizesse, mas são Vicente era reticente, não queria ceder àquilo que simplesmente lhe parecia um capricho de vaidade.  Então resolveram que o pintor se fizesse presente, às escondidas, em várias ocasiões,  a fim de que conhecesse mais e terminasse de pintar o santo.

Mariola Bicho-Zajaczkowska – Iconógrafa

Elaborar o ícone de São Vicente pareceu-me, inicialmente, uma tarefa impossível.  Eu tinha pouco tempo,  e como expressar em poucos traços  a missão, o carisma e a santidade de São Vicente? De uma coisa sim estava segura: São Vicente é Amor, escrito com maiúscula, um amor tal que só pode ser dom de Deus. Trata-se de um amor que não terminou com a morte do Santo ou com sua canonização. Amor que deve permanecer, e que permanece, em suas obras. Senti-me motivada a buscar esse amor que brota de seu rosto, de seus olhos, de tal maneira que todos que se ponham a rezar diante deste ícone, possam descobrir nele São Vicente e sintam-se cheios do mesmo amor.

Luigi Mezzadri CM

Na tradição iconográfica vicentina encontramo-nos com um homem de aproximadamente 80 anos, idoso, calvo, um homem que viveu com muita intensidade e que está a ponto de encontrar-se com Deus. Não era isto o que se pedia, o que queríamos. Esperávamos, no entanto, um homem glorioso, de frente ao Senhor, um homem impregnado de amor, que transmitisse uma alegria profunda, a força de uma existência que nos dissesse que valeria a pena, que valeria a pena se sacrificar, que valeria a pena pregar o sermão de Folleville, que valeria a pena fazer o caminho de Châtillon, que valeria a pena consumir-se, sair, buscar a paz, que valeria a pena dedicar-se aos pobres, que valeria a pena…  Eis aqui o que parece-me impagável. Trata-se de um retrato que deve andar por todo o mundo,  transmitindo uma grande energia, aquela que dará a toda latitude o sentido de um carisma que ainda não nasceu de todo.