História

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O século XVII francês aparece na história como século dos pobres. Inúmeras guerras, travadas ao longo do século, dizimavam as forças jovens da sociedade, devastavam os campos, multiplicavam os famintos, os deficientes físicos, os mendigos, os homens perigosos. Os governantes não tomavam medidas para solucionar as guerras e seus problemas. Preocupavam-se em fortalecer o poder central e, por isso, eliminavam os que pareciam oferecer obstáculos, hostilizavam os países vizinhos e massacravam o povo com impostos.

Neste contexto de miséria e dor, expandiram-se as Confrarias da Caridade, fundadas por São Vicente em 1617, para alívio dos sofrimentos dos pobres, mediante a caridade organizada. Deus o impelia a dar uma resposta concreta à situação miserável do povo.

Crescendo o número de Confrarias formadas em grande parte por senhoras da nobreza, muitas se fazem substituir por suas criadas que executam os trabalhos, mas não levam aos pobres a atenção e o afeto de que necessitam.

O atendimento corre o risco de ser frio e impessoal. Para enfrentar as tarefas, há necessidade de pessoas de espírito forte, disponíveis, cheias de amor ao próximo, prontas para os serviços mais humildes; de servas que se deem elas próprias. Deus pensava nisto e enviou Margarida Naseau, aquela que foi a primeira Filha da Caridade.

historia01À medida que o serviço aumentava, outras jovens de várias classes sociais e de diferentes lugares da França foram ao encontro de São Vicente e Santa Luísa. Em 29 de novembro de 1633, Santa Luísa recebeu o primeiro grupo em sua casa e lhes ensinou a aprofundar sua fé e união com Deus, a viver em comunidade de vida fraterna e a servir o Cristo nos pobres com mansidão e doçura.

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